Onze integrantes de uma organização criminosa foram presos nesta terça-feira (17) em Simões Filho, na Bahia. Entre os detidos estão dois acusados de assassinar a ativista Maria Bernadete Pacífica, conhecida como Mãe Bernadete, em agosto de 2023.
A ativista foi morta em sua residência, com 25 tiros, na comunidade de Pitanga dos Palmares. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos presos, mas informou que as investigações foram conduzidas pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC).
Os agentes identificaram uma célula criminosa envolvida no tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e crimes violentos na região. Segundo as investigações, Mãe Bernadete foi executada por se opor à expansão do tráfico no quilombo e por defender a remoção de uma barraca utilizada para o comércio de drogas, pertencente a Marílio dos Santos, conhecido como ‘Maquinista’.
Marílio, Josevan Dionísio e Ydney Carlos dos Santos, acusados do crime, estavam foragidos até a operação. A polícia não confirmou quais deles foram presos.
Durante as diligências, a polícia apreendeu cadernos de anotações sobre práticas criminosas, aparelhos celulares e documentos, que serão analisados para o avanço das investigações. Entre os presos, há uma mulher identificada como operadora financeira da organização e um homem responsável pela logística do grupo. Os outros nove detidos são investigados por envolvimento direto no tráfico de drogas.
A polícia da Bahia informou que novos mandados de prisão foram obtidos contra investigados já custodiados e um foragido, todos apontados como participantes do crime.
O julgamento de dois dos acusados da morte de Mãe Bernadete está agendado para o dia 13 de abril. Arielson da Conceição dos Santos, já preso, e Marílio dos Santos, foragido, são acusados de homicídio qualificado. A sessão estava marcada para 24 de fevereiro, mas foi adiada a pedido da defesa.


