Prefeituras do Sul de Santa Catarina iniciaram medidas de racionamento de combustível para mitigar o impacto de uma possível crise no abastecimento. A preocupação surge em decorrência dos reflexos da guerra no Oriente Médio no mercado de combustíveis.
O caso mais recente foi registrado em Lauro Müller. Nesta terça-feira (17), a prefeitura decidiu reorganizar os serviços de algumas secretarias para reduzir o consumo de combustível da frota municipal. Algumas máquinas ficaram paradas e serão utilizadas apenas em situações consideradas prioritárias.
O município recebeu óleo diesel nas últimas horas, mas optou por reservar o combustível para eventuais emergências. O prefeito destacou que a principal intenção é garantir o funcionamento do transporte escolar e da coleta de lixo. A Secretaria de Obras diminuiu o ritmo para reduzir o consumo de combustível, já que o fornecedor também está restringindo o abastecimento.
““Não houve falta no município, mas diminuiu já a compra. O setor de compras já tá sendo avisado que vai diminuir o fornecimento de combustível”, disse o prefeito.”
A prefeitura de Jaguaruna também priorizou apenas os serviços emergenciais. Em nota, o município informou que a dificuldade no abastecimento ocorre porque os postos credenciados não estão conseguindo receber novas cargas de combustível. Por isso, foram priorizados o transporte escolar e da área da saúde, enquanto atividades das Secretarias de Agricultura e de Obras sofreram alterações ou redução temporária na prestação dos serviços.
O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (SCPetro) informou que houve aumento na procura por óleo diesel nos últimos dias. Segundo a entidade, o receio de desabastecimento pode ter causado falta pontual do produto em alguns postos. O SCPetro também esclareceu que, em alguns casos, os postos podem receber menos combustível por decisões logísticas ou comerciais, mas isso não indica falta generalizada nem racionamento oficial em Santa Catarina.
Metade dos 128 postos de combustíveis notificados pelo Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) não justificaram os aumentos abusivos. O Procon notificou os postos para que apresentassem notas fiscais de janeiro e fevereiro, a fim de apurar se a redução de 5% no preço da gasolina pela Petrobras foi aplicada nas bombas. Os postos têm um prazo de cinco dias para apresentar justificativas, sob pena de multa.
A Petrobras também ajustou os preços do diesel A, e as distribuidoras informaram ao Procon que estão diminuindo o abastecimento de forma preventiva devido ao aumento da procura e à situação da guerra no Oriente Médio.


