A ANEC (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais) divulgou nesta terça-feira, 17 de março de 2026, uma nova estimativa para a exportação de soja. O volume projetado para março é de 17.632.381 toneladas, representando um aumento de 7% em relação à última previsão.
A associação considera um intervalo de exportação entre 15 milhões e 17,6 milhões de toneladas, dependendo do ritmo dos portos. Além disso, a expectativa de embarque de farelo de soja foi elevada para 2,6 milhões de toneladas, cerca de 21% a mais do que no mesmo período de 2025.
No novo levantamento, a projeção para exportação de milho foi ajustada para 868 mil toneladas, um aumento de 83% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Outros produtos também tiveram suas projeções reavaliadas, como trigo (384,2 mil toneladas), DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis, 67,2 mil toneladas) e sorgo (35,1 mil toneladas).
Entre os dias 8 e 14 de março, o Brasil exportou 4,32 milhões de toneladas de soja, sendo que a maior parte, cerca de 1,77 milhão de toneladas, saiu pelo Porto de Santos. Este porto também foi responsável por 41% das 729,8 mil toneladas de farelo de soja exportadas.
O Porto de Santarém foi o único ponto de exportação de milho (180,8 mil toneladas) e trigo (159,8 mil toneladas) nesse período. A China continua sendo o principal destino da soja brasileira, recebendo cerca de 71% das exportações desde janeiro. Espanha, Turquia e Tailândia representam 12% dos embarques dessa commodity.
O Vietnã é o principal comprador do milho brasileiro, com 25%, seguido por Irã (21%), Egito (17%) e Argélia (12%). A Indonésia lidera as importações de farelo de soja, com 22%, e outros parceiros comerciais incluem Tailândia (12%), Polônia (9%), Irã (8%) e Holanda (7%). A exportação de milho nos primeiros meses de 2026 está concentrada em seis países: Vietnã (28%), Quênia (20%), Bangladesh (19%), Nigéria (18%), África do Sul (9%) e República Dominicana (6%).


