Israel elimina chefe de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

No 18º dia da guerra, Israel anunciou a morte de Ali Larijani, um dos principais comandantes do regime dos aiatolás no Irã.

As forças israelenses se referem ao Irã como um polvo, onde aliados e grupos armados na região são vistos como os tentáculos, incluindo Hezbollah, Hamas, milícias no Iraque e rebeldes Houthis. O regime iraniano é considerado a cabeça do polvo.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, utilizou essa metáfora para anunciar a morte de Larijani e de Gholamreza Soleimani, comandante das forças Basij, que atuaram na repressão aos protestos contra o regime no início de 2026.

““Estamos minando esse regime na esperança de dar ao povo do Irã a oportunidade de derrubá-lo”, disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.”

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A morte de Larijani é uma perda significativa para o alto escalão do regime iraniano, que já havia sofrido a morte do líder supremo, Ali Khamenei, no primeiro dia da guerra. Desde então, pelo menos dez figuras de destaque foram eliminadas.

O professor Najad Khouri, especialista em Oriente Médio, comentou que é uma utopia pensar que essas mortes levarão à queda do regime iraniano, já que novos líderes, muitas vezes mais radicais, sempre surgem.

““Ele tinha tudo, digamos, de qualificação para ser um articulador que poderia beneficiar tanto os Estados Unidos quanto Israel pós a guerra que tende a terminar”, afirmou Khouri sobre Larijani.”

Em 2025, Larijani foi nomeado pelo presidente Masoud Pezeshkian como secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, representando o então líder supremo, Ali Khamenei. Ele presidiu o Parlamento iraniano por 12 anos e foi um dos principais interlocutores nas negociações sobre o programa nuclear do Irã.

Nos últimos anos, Larijani se tornou um homem de confiança de Khamenei e foi encarregado de planejar a sobrevivência do regime após a morte do líder supremo.

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