Duas pessoas morreram em um ataque com míssil balístico do Irã no centro de Israel, conforme informações do serviço de emergência israelense. O incidente ocorreu na cidade de Ramat Gan, onde paramédicos do MDA (Magen David Adom) constataram o óbito de um homem e uma mulher, ambos com ferimentos graves causados por estilhaços.
Imagens do MDA mostraram um prédio parcialmente destruído e uma rua coberta de destroços devido ao impacto do míssil. Câmeras capturaram o que parecia ser uma munição de fragmentação nos céus do centro de Israel, com locais de impacto relatados na estação ferroviária Savidor, em Tel Aviv, e nas cidades vizinhas de Petah Tikva, Rosh HaAyin e Kafr Qasim.
O vídeo mostrou dezenas de pequenas bombas se dispersando no céu antes de atingirem o solo. Estilhaços do míssil também atingiram a cidade de Beni Brak, ao norte de Tel Aviv, ferindo levemente uma pessoa, segundo o MDA.
O conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã teve início em 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, diversas autoridades do regime iraniano também foram mortas, e os EUA alegam ter destruído dezenas de navios e alvos militares iranianos.
Em retaliação, o Irã atacou diversos países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos EUA e Israel. Desde o início da guerra, mais de 1.200 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos.
A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos. O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei, levando Israel a realizar ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah.
Com a morte de grande parte da liderança iraniana, um novo líder supremo foi eleito: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas afirmam que ele representa continuidade da repressão, e Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro”.

