O Ministério da Igualdade Racial enviou um ofício ao Governo do Estado e à Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (16), solicitando informações sobre as providências administrativas e investigativas após a morte da médica Andrea Marins Dias.
A médica foi morta durante uma abordagem policial na zona norte do Rio de Janeiro, na noite de domingo (15). O ofício questiona se houve a instauração de procedimento investigativo pela Corregedoria da Polícia Militar ou comunicação formal ao Ministério Público.
Além disso, o Ministério requisitou esclarecimentos sobre o uso das câmeras corporais dos policiais envolvidos na ocorrência e o encaminhamento dessas imagens de segurança às autoridades competentes.
A pasta também destacou a importância de políticas públicas que garantam a proteção da vida de todas as pessoas, promovendo justiça, igualdade racial e direitos humanos.
Andrea Marins Dias, de 61 anos, formou-se há 32 anos e dedicou sua carreira ao atendimento exclusivo a mulheres, atuando em instituições como o Hospital Federal Cardoso Fontes e o Instituto Nacional de Câncer, ambos no Rio de Janeiro.
Ela foi atingida por disparos de arma de fogo durante uma perseguição policial a suspeitos no bairro de Cascadura, após ter saído da casa de familiares.

