Na noite de terça-feira, 17 de março de 2026, o Comando Central dos Estados Unidos anunciou que suas forças realizaram ataques com bombas de penetração profunda contra instalações de mísseis iranianas próximas ao Estreito de Ormuz.
O comunicado informou: “Há algumas horas, as forças dos Estados Unidos empregaram com sucesso múltiplas munições penetradoras profundas de 5.000 libras contra instalações de mísseis iranianas fortificadas ao longo da costa do Irã, próximas ao Estreito de Ormuz”.
O texto destacou que “os mísseis de cruzeiro antinavio iranianos nesses locais representavam um risco para a navegação internacional no estreito”. O Estreito de Ormuz se tornou um ponto central do conflito no Oriente Médio após os ataques de Israel e Estados Unidos ao Irã.
O regime iraniano, que controla a passagem junto com Omã, afirmou ter fechado a rota, que é responsável por cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural do mundo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem tentado reabrir a passagem diante da escalada dos preços do petróleo brent e do temor de que isso pressione a inflação.
Trump inicialmente instou países aliados a se unirem aos EUA para forçar a abertura do estreito, mas, após a negativa das nações, afirmou que “nunca precisou” de ajuda. “Não me surpreende a ação deles, porque sempre considerei a Otan, onde gastamos centenas de bilhões de dólares, como uma via de mão única: nós os protegemos, mas eles não farão nada por nós, especialmente em tempos de necessidade”, declarou.
O presidente também afirmou: “Felizmente, dizimamos as Forças Armadas do Irã, e por termos tido tanto sucesso militar, não precisamos ou desejamos a assistência dos países da Otan — NUNCA PRECISAMOS”.
O Estreito de Ormuz, fundamental para o comércio global de petróleo, foi parcialmente bloqueado pelo Irã como retaliação ao ataque conjunto promovido por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. Essa medida visa forçar a comunidade internacional a exigir o fim dos ataques da coalizão em troca da reabertura do canal.
O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou: “O Estreito de Ormuz não pode voltar a ser o mesmo de antes e retornar às suas condições anteriores, já que não há segurança alguma”, responsabilizando a ofensiva de Washington-Tel Aviv pelo cenário atual.
Aproximadamente 14 milhões de barris passam pela rota localizada no Golfo Pérsico diariamente, e o congestionamento provoca incertezas no valor médio da commodity. O barril Brent, referência internacional do preço do petróleo, chegou a ser negociado acima de US$ 100 devido à obstrução, que foi definida pela Agência Internacional de Energia como a maior interrupção na oferta da história do mercado global.


