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Justiça

Cristina Kirchner alega ‘perseguição’ e chama juízes de mafiosos em julgamento

Amanda Rocha
Última atualização: 17 de março de 2026 23:01
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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A ex-presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, alegou “perseguição” durante o julgamento sobre corrupção relacionado a contratos de obras públicas, ocorrido nesta terça-feira (17). Kirchner deixou a prisão domiciliar por algumas horas para comparecer ao tribunal, onde prestaria depoimentos e acompanharia o processo.

Durante a audiência, a ex-presidente se recusou a responder perguntas e chamou os juízes e promotores de “mafiosos”, afirmando que “com este sistema judicial, eu posso morrer na prisão”.

Os magistrados repreenderam Kirchner, afirmando que suas declarações não alteram a posição do tribunal. O caso, conhecido como o escândalo dos “Cadernos”, envolve a acusação de que Fernández e outros 86 ex-funcionários participaram de uma rede ilícita que supostamente recebia propinas de empresários em troca de contratos governamentais lucrativos.

Fernández nega as acusações e critica o judiciário por parcialidade política. Ela cumpriu dois mandatos presidenciais de 2007 a 2015 e está em prisão domiciliar desde junho de 2025, após ser condenada por fraude.

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O julgamento, que começou em novembro de 2025, deve se estender por anos devido aos recursos previstos. As alegações surgiram em 2018, após cadernos mantidos por um motorista de um ex-funcionário documentarem supostos subornos.

Executivos de empresas, incluindo líderes da construção civil, energia e transporte, testemunharam como colaboradores, descrevendo um sistema de propinas que supostamente financiava o movimento peronista. Após seu depoimento, Fernández retornou à sua residência em prisão domiciliar, onde foi recebida por apoiadores.

O julgamento continua a ser um ponto crítico da política argentina, em um momento em que o país enfrenta uma reviravolta política.

TAGGED:ArgentinaCorrupçãoCristina Fernández de KirchnerCristina KirchnerJustiça
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