A Polícia Civil do Tocantins realiza uma operação para investigar indícios de fraude no concurso da Polícia Militar, realizado em junho de 2025. A operação, chamada Última Etapa, ocorreu na manhã de quarta-feira, 18 de março de 2026, em estados como Pernambuco, Paraíba, Pará e Goiás.
Durante a operação, foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão domiciliar, todos expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Palmas. A investigação aponta que candidatos teriam pago até R$ 50 mil para que outras pessoas realizassem as provas em seus lugares.
A Polícia Militar do Tocantins informou que os indícios de irregularidade foram detectados pela Comissão Organizadora do Concurso, que prontamente compartilhou as informações com a Polícia Civil. A PM destacou que as suspeitas referem-se a condutas individuais e não comprometem a lisura do certame como um todo.
““As suspeitas referem-se a condutas individuais, não havendo qualquer comprometimento da lisura do certame como um todo”, afirmou a Polícia Militar do Tocantins.”
A primeira fase do concurso, que teve mais de 34 mil inscrições, ocorreu em 15 de junho de 2025. Foram oferecidas 600 vagas para soldados e 60 para aspirantes a oficiais, com salários variando de R$ 2.881,53 a R$ 10.842,13. O concurso ainda está em andamento, sem divulgação da classificação final ou convocações.
Segundo a Polícia Civil, cinco candidatos são suspeitos de ter contratado os serviços do grupo criminoso, que inclui três homens identificados como integrantes do esquema: um agente socioeducativo no Distrito Federal, um policial rodoviário federal lotado em Marabá (PA) e um ex-policial militar da Paraíba, excluído da corporação por outros crimes.
A polícia também identificou diferenças nas impressões digitais e assinaturas entre os candidatos originais e as pessoas contratadas para realizar as provas. O caso segue sob investigação pelos órgãos competentes.


