O capitão da reserva remunerada da Polícia Militar do Ceará, Francisco Wellington Alves de Lima, foi preso na manhã de quarta-feira, 18 de março de 2026, após agredir e tentar asfixiar uma mulher na Praça da Bandeira, em Fortaleza. O crime ocorreu na noite do dia 6 de março e foi flagrado por operadores do Centro de Comando e Controle da Prefeitura de Fortaleza.
Na noite do crime, Francisco Wellington foi levado à Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza, mas foi liberado na mesma noite sem que a prisão em flagrante fosse lavrada. A agressão foi registrada em vídeo, onde o policial aparece desferindo tapas, socos e chutes na cabeça da vítima, além de tentar sufocá-la.
Após a agressão, equipes da Guarda Municipal de Fortaleza que estavam nas proximidades foram acionadas. Ao avistar os guardas, Francisco Wellington tentou fugir, mas foi capturado e detido. Uma equipe da Polícia Militar também chegou ao local e acompanhou a Guarda até a delegacia.
A Guarda Municipal divulgou que realizou a prisão em flagrante do policial militar, mas ao chegar na delegacia, Francisco Wellington foi ouvido e liberado. A Polícia Civil informou que a mulher não foi identificada naquela noite, o que impediu a caracterização do vínculo necessário para a prisão por violência doméstica.
“”No contexto da violência doméstica e familiar contra a mulher, a identificação da vítima é indispensável para a correta caracterização do vínculo entre as partes, elemento necessário para a análise jurídica dos fatos”, afirmou a corporação.”
Posteriormente, a vítima foi identificada pelos investigadores e um inquérito policial foi instaurado para apurar o crime de lesão corporal contra Francisco Wellington. A Polícia Civil não informou se o inquérito foi instaurado no dia do crime ou após a repercussão do caso.
A Polícia Militar confirmou que participou da condução do PM e reafirmou que “não compactua com desvios de condutas por parte de seus integrantes e repudia toda ação que vá de encontro aos valores e deveres da Corporação”.


