Região Metropolitana do Rio de Janeiro registra aumento de tiroteios em perseguições policiais

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A Região Metropolitana do Rio de Janeiro vive, em 2026, o maior número de tiroteios decorrentes de perseguições policiais dos últimos anos. Entre 1º de janeiro e 16 de março, foram contabilizados 22 casos, um aumento de 340% em relação ao mesmo período de 2025, que registrou cinco ocorrências.

As abordagens resultaram em 16 pessoas baleadas, incluindo a médica Andréa Marins Dias, que foi morta durante uma perseguição policial em Cascadura, na zona norte, no último domingo (15). O caso envolve agentes do 9º BPM (Rocha Miranda) e intensificou o debate sobre o uso da força em operações policiais.

Os dados do Instituto Fogo Cruzado mostram que o cenário atual supera registros de anos anteriores. Em 2024, foram sete casos; em 2023, 15; e em 2017, um dos picos históricos, com 20 ocorrências no mesmo período.

A análise indica que o leste metropolitano concentra a maior parte dos casos, com nove perseguições resultando em 11 vítimas. A zona norte aparece em seguida, com cinco ocorrências e quatro baleados.

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Outras regiões também registraram episódios: o Centro teve três casos com cinco vítimas; a zona sudoeste, dois casos com três baleados; a zona sul, dois casos com uma vítima; e a Baixada Fluminense, um caso com duas pessoas atingidas.

O levantamento do Fogo Cruzado destaca que o aumento das ocorrências em 2026 reforça a necessidade de monitoramento contínuo e de políticas públicas voltadas à redução da letalidade.

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