Aviões de guerra de Israel bombardearam o centro de Beirute na madrugada de quarta-feira (18), causando a destruição de prédios de apartamentos. Esses ataques representam uma das ofensivas mais intensas na capital libanesa em décadas, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
Após quase três semanas de combates, Israel intensificou os ataques aéreos no Líbano e uma ofensiva terrestre no sul do país contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. O Hezbollah disparou mísseis em solidariedade a Teerã.
Israel alertou os moradores do distrito de Bachoura, em Beirute, para evacuarem um prédio que, segundo o país, era utilizado pelo Hezbollah. A estrutura foi completamente destruída. Um vídeo de uma testemunha, verificado por agências internacionais, mostrou o prédio se desintegrando ao ser atingido ao amanhecer.
Abu Khalil, residente da área, ajudou pessoas a fugirem das casas próximas após o aviso israelense. Ele afirmou: “É apenas uma operação para ferir, aterrorizar as pessoas, aterrorizar as crianças”, insistindo que não havia alvos militares nas proximidades.
Os ataques também atingiram prédios em outros dois distritos centrais, resultando na morte de pelo menos 10 pessoas, conforme informado pelas autoridades libanesas. A fumaça saía da varanda de um prédio enquanto moradores tentavam limpar os destroços nas ruas, cercados por veículos destruídos.
Embora Israel tenha atacado os subúrbios do sul de Beirute, controlados pelo Hezbollah, os últimos bombardeios foram os mais severos a atingir o centro da capital em décadas. Além disso, Israel lançou um ataque terrestre no sul do Líbano e reconheceu que suas tropas dispararam contra uma base da ONU, ferindo três soldados de paz de Gana, o que foi considerado um erro.
As autoridades libanesas informaram que 900 pessoas foram mortas no país e mais de 1 milhão foram deslocadas. O grupo de direitos humanos HRANA, sediado nos EUA, relatou que mais de 3.000 pessoas morreram desde o início dos ataques israelenses e norte-americanos no final de fevereiro. Os ataques iranianos também resultaram em mortes no Iraque e nos países do Golfo, enquanto 14 pessoas foram mortas em Israel.


