Carlos Augusto dos Santos, conhecido como Jiló dos Prazeres, um dos chefes do tráfico de drogas mais antigos do Comando Vermelho, foi morto em uma troca de tiros com a Polícia Militar em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira, 18 de março de 2026.
A operação da PM visava cumprir mandados de prisão contra assaltantes e traficantes na região central da cidade. Jiló, de 55 anos, comandava o crime no Morro dos Prazeres e respondia por homicídio, sequestro, cárcere privado e tráfico de drogas.
Ele tinha registros de envolvimento em crimes desde a década de 1990 e, segundo o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, possuía 8 mandados de prisão em aberto. Jiló contava com 135 passagens pela polícia e estava foragido.
Além disso, ele era apontado como um dos envolvidos na morte do turista italiano Roberto Bardella, de 52 anos, que foi baleado na cabeça ao entrar no Morro dos Prazeres em dezembro de 2016. Jiló havia sido libertado 30 dias antes do crime contra Bardella.
Investigações indicam que ele era responsável pelo tráfico de drogas em vários pontos da região central do Rio de Janeiro. Em 2018, foi identificado como o chefe do comércio de entorpecentes em um casarão na Rua do Lavradio.
Em 2024, uma operação da Polícia Civil apreendeu 5 toneladas de drogas no Fallet, que pertenciam ao grupo do qual Jiló fazia parte.

