Tenente-coronel é preso em São Paulo por suspeita de feminicídio

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso na manhã de quarta-feira, 18 de março de 2026, em São José dos Campos, interior de São Paulo. Ele é suspeito de ter assassinado sua esposa, a policial militar Gisele Santana.

A prisão foi realizada pela Corregedoria da Polícia Militar, com apoio do 8º DP (Belenzinho), após a Justiça paulista conceder um mandado de prisão preventiva solicitado na terça-feira, 17 de março.

Geraldo deve ser levado à delegacia responsável pelo caso, na zona Leste da capital, onde será interrogado e formalmente indiciado. Após isso, ele passará por exames de corpo de delito e ficará à disposição da Justiça no Presídio Militar Romão Gomes.

O Inquérito Policial Militar (IPM) será concluído nos próximos dias, enquanto a investigação da Polícia Civil já foi finalizada. O tenente-coronel foi indiciado por feminicídio e fraude processual.

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A Corregedoria da Polícia Militar também pediu a prisão de Geraldo à Justiça Militar estadual, com base nos mesmos crimes e em violência doméstica. Durante as investigações, foram encontradas divergências nas declarações do tenente-coronel sobre o relacionamento com a vítima e os fatos que teriam levado ao suposto suicídio dela.

As provas periciais e médico-legais indicaram a inviabilidade da hipótese de suicídio e sugeriram que houve alteração do local do crime. A Justiça Militar decretou a prisão preventiva de Geraldo para garantir a ordem pública e a conveniência da instrução criminal, além de evitar interferências nas investigações.

A decisão judicial também autorizou a apreensão de aparelhos celulares e a quebra de sigilo de dados eletrônicos. O investigado deverá passar por audiência de custódia, conforme a legislação vigente. As investigações continuam em segredo de justiça.

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