Uma mulher de 36 anos, foragida da Justiça pelo assassinato de Wagner Florêncio Pimentel, chefe de uma quadrilha que sonegou mais de R$ 140 milhões em impostos, foi presa na manhã desta terça-feira (17), em Cuiabá.
O crime ocorreu em fevereiro de 2019, quando o empresário foi morto a tiros dentro de seu próprio carro. A prisão aconteceu na casa da suspeita, localizada no bairro Santa Laura. Durante a abordagem, a mulher confirmou que havia um mandado de prisão expedido em 2024 pela 1ª Vara Criminal de Cuiabá.
Após a confirmação no sistema, a suspeita foi presa e levada para a delegacia da Polinter, onde o caso foi registrado. O assassinato de Wagner Florêncio Pimentel ocorreu no dia 10 de fevereiro de 2019, no bairro Jardim das Américas, em Cuiabá.
Conforme a denúncia do Ministério Público, antes de ser assassinado, Wagner estava em um shopping de Cuiabá, onde possuía um estabelecimento comercial. Um dos suspeitos, Adão, chegou ao shopping às 20h37, acompanhado de seu filho e de sua esposa Dayane.
Enquanto isso, uma pessoa não identificada estacionou a moto utilizada no crime em frente ao acesso do estacionamento. Ao deixar o shopping dirigindo seu carro, a vítima foi perseguida por Adão, que conduzia a moto, e por Dayane e um terceiro não identificado, que estavam em outro carro.
No momento em que a vítima diminuiu a velocidade para passar por um quebra-molas, próximo ao cruzamento entre a Avenida Brasília e a Rua Montreal, Adão teria executado a vítima a tiros. Após o crime, a pessoa não identificada e Dayane passaram pelo local em baixa velocidade para certificar-se de que Wagner estava morto.
O crime foi registrado por câmeras de segurança disponíveis ao longo do trajeto percorrido pela vítima antes do assassinato. Ao todo, cinco pessoas foram apontadas como suspeitas: o casal Wellington Lemos Guedes Castro e Rosiele Fátima da Silva, Gilmar Fernando Borges Resplande Amorim, Adão Joasir Fontoura e Dayane Pereira Fontoura.
A Operação Crédito Podre ocorreu em dezembro de 2017 e investigou um grupo de empresários, contadores, comerciantes e corretores suspeitos de fraudes na comercialização interestadual de grãos. Além de Wagner, outras 17 pessoas respondem por crimes como organização criminosa, falsidade ideológica e sonegação fiscal.
A investigação revelou a constituição de mais de 30 empresas de fachada, criadas para simular operações de venda de grãos e gerar créditos suspeitos de ICMS, sem o devido recolhimento.


