Demóstenes Torres e Paulo Brondi reestrearam no Tribunal do Júri em Água Boa, Mato Grosso, e conseguiram livrar um pescador de uma pena severa. O júri ocorreu em um cenário desafiador, já que os jurados da região costumam ser rigorosos com acusados de homicídio.
O pescador, Leandro Borges Vieira, é um trabalhador de São Miguel do Araguaia (GO) que, após um desentendimento com um andarilho conhecido como Alagoano, se viu em uma situação de defesa. Durante uma briga, Leandro foi atacado e reagiu, resultando na morte do agressor.
Leandro, que havia montado um mercadinho na década passada, tinha uma relação de amizade com Demóstenes, que o ajudou em diversas ocasiões. O caso se complicou após a morte de Alagoano, que possuía um histórico criminal grave, incluindo homicídios e estupros.
A promotora de justiça Bruna Affornalli atuou na acusação, enquanto Demóstenes e Brondi defenderam Leandro. A pena inicial prevista era de 33 anos, mas os jurados decidiram que ele seria responsabilizado por homicídio simples privilegiado, considerando o motivo nobre de sua ação.
Após deliberações, a pena de Leandro foi fixada em 5 anos, a ser cumprida em regime semiaberto, além de um ano por ocultação de cadáver. O resultado foi uma vitória significativa para a defesa, que enfrentou um júri desafiador pela primeira vez em Mato Grosso.
““Leandro seria responsável por um homicídio simples privilegiado, que cometeu por um motivo nobre”, afirmaram os advogados.”


