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Entretenimento

Crise entre Netflix e o casal Harry e Meghan se agrava

Amanda Rocha
Última atualização: 18 de março de 2026 11:34
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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A parceria entre a Netflix e o casal Harry e Meghan está em crise, segundo seis insiders que falaram à Variety. A situação se agravou após o rompimento do contrato entre a plataforma e a marca de bem-estar da Duquesa, As Ever, que foi fundada em 2025 e está ligada ao programa Com Amor, Meghan, lançado no mesmo ano.

Os entrevistados afirmaram que a exaustão da Netflix com o padrão dos Sussexes de revender a mesma história sobre sua saída da Família Real não foi uma surpresa. Um insider declarou: “A parceria deve continuar a se desgastar e, com ela, o último recurso que Meghan e Harry têm no mundo do entretenimento”. Atualmente, a Netflix ainda colabora com a produtora Archewell, criada pelo casal em 2020, que prometeu produzir conteúdo ficcional e documental para todas as idades.

Desde a criação da Archewell, foram lançadas seis séries documentais, mas apenas uma, Harry & Meghan (2022), teve destaque, abordando o afastamento do casal da família real. Com Amor, Meghan, o único programa de comportamento da produtora, recebeu críticas negativas devido à falta de carisma da apresentadora e suas demonstrações de riqueza.

Um funcionário da Netflix expressou o sentimento geral dentro da empresa: “Basta”. O CEO Ted Sarandos estaria cansado de receber mensagens diretas do casal sobre seus projetos, enquanto a chefe de conteúdo, Bela Bajaria, estaria preocupada com a parceria. No entanto, um porta-voz da Netflix afirmou que é falso que qualquer um dos dois tenha perdido fé em Harry e Meghan.

O fracasso de Com Amor, Meghan resultou em vendas ruins de produtos associados ao programa, como misturas de bolo e chá, gerando um prejuízo de 10 milhões de dólares. As sobras desses produtos foram distribuídas gratuitamente entre os funcionários da Netflix, o que um porta-voz da Archewell descreveu como compartilhamento de amostras, um procedimento padrão. No futuro, o seriado terá apenas especiais sazonais, sem novas temporadas inteiras.

A reportagem também destacou falhas de comunicação, como o fato de executivos da Netflix não terem sido informados sobre a entrevista do casal para Oprah Winfrey, que atraiu mais de 17 milhões de espectadores, ou sobre a autobiografia de Harry para a editora Penguin. Um porta-voz da Netflix negou que esses lapsos tenham ocorrido.

Meghan teria causado problemas durante a pós-produção da série Harry e Meghan, solicitando que a diretora Liz Garbus censurasse trechos que poderiam causar atrito com a família real, especialmente porque o programa iria ao ar dois meses após a morte da Rainha Elizabeth II. Insiders afirmam que o objetivo real do pedido era garantir que Harry tivesse conteúdo exclusivo para satisfazer a editora de seu livro.

Por fim, a reportagem menciona que Harry e Meghan não são bem-vistos em Hollywood. Um executivo do Spotify os chamou de “golpistas” após a dissolução de um contrato em 2020, e o CEO da agência de talentos United, Jeremy Zimmer, afirmou: “Acontece que Meghan não é talentosa com áudio, ou talentosa com qualquer coisa, necessariamente. Só porque é famosa, isso não significa que será ótima em algo”.

No momento, a Archewell está desenvolvendo dois projetos roteirizados: uma adaptação do livro The Wedding Date, da autora americana Jasmine Guillory, e outra de Me Encontre no Lago, da escritora canadense Carley Fortune.

TAGGED:ArchewellCBSculturaHarryMeghanMeghan MarkleNetflixPenguinPríncipe HarrySpotifyTela PlanaUnited
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