Goiás firmou um memorando com o governo americano nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, sobre a exploração de minerais críticos. O governador Ronaldo Caiado destacou que este é um marco na geoconomia do estado.
Caiado explicou que a autorização para laudos é de competência da União, enquanto a exploração e os benefícios decorrentes são responsabilidade dos Estados, conforme a Constituição. A Agência Nacional de Mineração (ANM), vinculada ao governo federal, é a responsável pela autorização de pesquisa e exploração mineral.
O governo de Goiás não pode oferecer vantagens diretas a empresas americanas nesse setor, mas pode atuar no licenciamento ambiental e conceder incentivos, como isenções de tributos e taxas. Caiado mencionou que elaborou uma lei específica para minerais críticos em Goiás, visando expandir a pesquisa mineral e identificar áreas prioritárias.
Desde 2025, Brasil e EUA discutem condições para um acordo sobre fornecimento de minerais críticos, mas resistências do governo brasileiro atrasaram as negociações. As conversas de Caiado avançaram, especialmente após sua visita a Washington em fevereiro, onde os EUA anunciaram alianças com outros países para fortalecer as cadeias de suprimento.
Um dia após a viagem de Caiado, a Serra Verde, única mineradora de terras raras em operação no Brasil, anunciou que o DFC, banco estatal dos EUA, aumentou o financiamento para US$ 565 milhões. O acordo também inclui a possibilidade de participação acionária minoritária do governo americano na empresa.
Além da Serra Verde, Goiás abriga um projeto da mineradora Aclara, que recebeu US$ 5 milhões do DFC, com a opção de conversão em participação acionária. A Aclara planeja instalar uma refinaria nos EUA até 2028.


