‘A gente não consegue ser forte o tempo todo’, diz cunhada: vítima baleada diante dos filhos morre após semanas internada no RJ

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Daiane Menezes dos Santos Reis, de 36 anos, morreu na terça-feira (17) após ser atingida por seis disparos em janeiro deste ano. O sepultamento ocorreu na manhã desta quarta-feira (18) em Volta Redonda, no estado do Rio de Janeiro.

O velório foi realizado no Portal da Saudade, onde também ocorreu o sepultamento por volta das 11h. Durante a cerimônia, os presentes usavam camisas com a frase ‘Não foi surpresa, foi negligência’, pedindo justiça pelo caso.

Bionda Vigorito, cunhada da vítima, comentou sobre o momento difícil: ‘Eu peguei na mão da minha cunhada na segunda-feira depois de ter ouvido que já não tinha mais nada o que fazer […] E mesmo com o meu coração partido, eu falei: Tá tudo bem, Daiane, a gente não ser forte o tempo todo.’

A delegacia informou que o suspeito já tinha três registros de descumprimento de medida protetiva. Ele foi preso em julho de 2025, mas liberado em novembro do mesmo ano, após a vítima se retratar na audiência, alegando que não queria prejudicá-lo.

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“‘Ele foi solto porque ela se retratou na audiência, ela não queria prejudicar o ex-marido e achou que ele poderia mudar. Ele foi solto, porque infelizmente, ela se retratou’, disse a advogada da família, Daniela Gregio.”

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) expressou suas condolências: ‘O feminicídio é o ápice da violência patriarcal e machista que é exercido sob os corpos das mulheres […] O procedimento foi editado de tentativa para feminicídio consumado’, afirmou a delegada Juliana Montes.

O suspeito, que atuava como policial militar em São Paulo, está detido no Presídio Militar Romão Gomes e a Polícia Militar de São Paulo abriu um procedimento administrativo em relação ao caso. A PM afirmou que não compactua com desvios de conduta e acompanha as investigações.

“‘O agente citado está detido no Presídio Militar Romão Gomes (PMRG) e o caso é investigado pela Polícia Civil. A Polícia Militar de São Paulo reforça que não compactua com desvios de conduta, acompanha as investigações e instaurou procedimento no âmbito administrativo.'”

A DEAM-VR também deixou uma mensagem de apoio às mulheres que enfrentam violência: ‘Denunciar é um ato de coragem e pode salvar vidas. Se você conhece alguma mulher que esteja passando por essa situação, não se cale. A denúncia pode ser realizada, inclusive, de forma anônima.’

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