Os militares dos Estados Unidos informaram que, na terça-feira (17), realizaram um ataque aéreo no Estreito de Ormuz, utilizando bombas GBU-72, conhecidas como ‘bombas antibunker’. Essas bombas, com peso de 2.300 kg, são projetadas para atingir estruturas fortificadas e só explodem ao alcançarem o alvo.
O ataque teve como alvo instalações subterrâneas que abrigavam mísseis de cruzeiro antinavio iranianos, considerados uma ameaça à navegação internacional na região. As bombas lançadas foram descritas como munição de penetração profunda, com um militar afirmando que se tratava das GBU-72 Advanced 5K Penetrator.
A GBU-72 é uma evolução da GBU-28, testada pela primeira vez em 2021. Este armamento é capaz de atravessar camadas espessas de concreto e detonar abaixo da superfície, concentrando o impacto no alvo e reduzindo danos ao redor. A Força Aérea dos EUA não divulga a capacidade de penetração das GBU-28 e GBU-72, mas a GBU-28 supostamente poderia penetrar mais de 45 metros de terra e 4,5 metros de concreto armado.
Além de sua letalidade, a GBU-72 é mais precisa, utilizando um kit de orientação conhecido como Joint Direct Attack Munition (JDAM), que permite ataques em qualquer condição climática. O sargento Zachary Schaeffer, do 57º Esquadrão de Munições, destacou que a bomba é guiada por GPS, permitindo que o alvo seja atingido independentemente das condições meteorológicas.
O custo estimado da GBU-72 é de 288 mil dólares por unidade. Em comparação, a GBU-57, uma bomba ainda mais poderosa, pesa 13.600 kg e é lançada apenas por bombardeiros B-2 Spirit. A GBU-57 foi utilizada em ataques contra instalações nucleares iranianas em junho de 2025 e é capaz de penetrar até 60 metros para atingir seus alvos.
Os ataques no Irã marcaram o primeiro uso em combate da GBU-72, que representa uma parte significativa do arsenal militar dos EUA na região.


