A guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, resultou na morte de importantes figuras do regime iraniano. Na terça-feira, 17 de março, Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, foi assassinado em um bombardeio israelense.
O governo israelense informou que a primeira onda de ataques resultou na morte de ao menos sete altos funcionários de defesa e inteligência, além de atingir cerca de 30 líderes militares e civis. Entre os mortos estão o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, o conselheiro de segurança Ali Shamkhani, o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, o chefe do Estado-Maior das forças armadas, Abdolrahim Mousavi, e o ex-ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh.
Os ataques continuaram nos dias seguintes. Em 3 de março, Israel anunciou a morte de Majid ibn al-Reza em um ataque aéreo, um dia após sua nomeação para o Ministério da Defesa. No mesmo dia, Reza Khazaei, membro da Força Quds da Guarda Revolucionária, foi morto em Beirute, no Líbano.
Em 8 de março, um ataque com drones em Beirute resultou na morte de quatro oficiais iranianos: Majid Hassini, Ali Reza Bi-Azar, Ahmad Rasouli e Hossein Ahmadlou. Em 12 de março, Israel confirmou a morte de Abu Dhar Mohammadi, responsável por operações da unidade de mísseis da Guarda Revolucionária dentro do Hezbollah, também em Beirute.
Após o assassinato de Ali Larijani, o comandante do Exército do Irã, Amir Hatami, prometeu vingança e afirmou que a resposta ao ataque seria “decisiva”. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, declarou que a morte do chefe da segurança não desestabilizará o sistema político de Teerã e que todos enfrentarão as consequências da guerra contra Israel e Estados Unidos.
O funeral de Larijani está agendado para quarta-feira em Teerã, conforme reportado pelas agências iranianas Fars e Tasnim. A cerimônia ocorrerá simultaneamente aos funerais do comandante da força paramilitar basij, Gholamreza Soleimani, também morto na terça-feira, e dos mais de 80 marinheiros da fragata afundada por um submarino americano há duas semanas nas costas do Sri Lanka.

