A Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSEP) descartou a hipótese de suicídio na morte da soldado da PM Gisele Alves Santana. A afirmação foi feita durante uma coletiva de imprensa pelo delegado Denis Saito, responsável pela investigação.
O delegado informou que a apuração detalhada resultou em elementos suficientes para a prisão do marido da vítima, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. A investigação foi realizada em conjunto com a Polícia Militar e a superintendência, permitindo a reconstrução de um “quebra-cabeça complexo”.
Denis Saito destacou que, até o momento, não há indícios de premeditação no crime, sugerindo que a ocorrência pode ter sido motivada por emoção. Contudo, a investigação continua em andamento e detalhes estão sendo preservados para não comprometer as próximas etapas.
A perícia identificou marcas recentes no pescoço da vítima, indicando a possível ação de uma segunda pessoa, mas ainda não se sabe quem causou as lesões. Outro aspecto sem resposta é a ausência da cápsula da arma de fogo, que não foi encontrada nem na perícia inicial nem nas análises posteriores, dificultando a identificação da arma utilizada no disparo.
As autoridades ressaltaram a necessidade de cautela no caso. “É um passo de cada vez, para tratar com a seriedade necessária”, afirmou o delegado. Até o momento, o tenente-coronel permanece preso e é investigado por feminicídio e fraude processual, com base nas inconsistências encontradas na versão apresentada inicialmente.

