O governo dos Estados Unidos anunciou que cidadãos de 50 países deverão depositar uma caução de US$ 15 mil (cerca de R$ 78 mil) para a concessão de vistos B1 e B2, que são destinados a negócios e turismo, respectivamente. A informação foi divulgada pelo Departamento de Estado americano nesta quarta-feira, 18 de março de 2026.
O Brasil não está entre os países afetados pela nova medida. Com isso, 12 países foram adicionados a uma lista que já contava com 38 nações, principalmente na África. A nova exigência entrará em vigor no dia 2 de abril de 2026.
Funcionários do governo dos EUA afirmaram que o objetivo do programa é evitar que visitantes permaneçam no país após o vencimento dos vistos. O valor da caução será devolvido aos cidadãos que cumprirem os termos do visto e retornarem ao seu país de origem dentro do prazo estabelecido.
Dylan Johnson, subsecretário de Estado para Assuntos Públicos Globais dos EUA, comentou nas redes sociais que o programa tem sido eficaz na redução do número de portadores de visto que ultrapassam o prazo de permanência. “Quase 1.000 vistos estão sob o programa, e 97% dos viajantes com visto garantido retornaram para casa no prazo”, afirmou.
Os novos países incluídos na lista são: Camboja, Etiópia, Geórgia, Granada, Lesoto, Ilhas Maurício, Mongólia, Moçambique, Nicarágua, Papua Nova Guiné, Seychelles e Tunísia.
As 38 nações que já estavam na lista incluem: Argélia, Angola, Antígua e Barbuda, Bangladesh, Benin, Butão, Botswana, Burundi, Cabo Verde, República Centro-Africana, Costa do Marfim, Cuba, Djibuti, Dominica, Fiji, Gabão, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Quirguistão, Malawi, Mauritânia, Namíbia, Nepal, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Senegal, Tadjiquistão, Tanzânia, Togo, Tonga, Turcomenistão, Tuvalu, Uganda, Vanuatu, Venezuela, Zâmbia e Zimbábue.


