Operação do Bope resulta em mortes de chefe do CV e seis suspeitos no Rio

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Um dos chefes do Comando Vermelho e mais seis suspeitos foram mortos nesta quarta-feira, 18, durante operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) no Morro dos Prazeres, comunidade da região central do Rio de Janeiro.

Um morador, identificado como Leandro Silva Souza, também morreu após ser feito refém por criminosos durante o cerco. A polícia informou que Leandro e sua mulher foram capturados pelos bandidos. A mulher, chamada Roberta, foi retirada do local em estado de choque.

O líder do tráfico morto, Claudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló, tinha 135 anotações criminais e oito mandados de prisão em aberto. Ele era considerado uma liderança importante dentro da cadeia do Comando Vermelho, segundo o secretário da PM, coronel Marcelo de Menezes.

““Essa ação de hoje especificamente era voltada para a quadrilha do traficante Jiló, uma liderança extremamente violenta, com diversos mandados de prisão, 135 passagens pela polícia”, afirmou Menezes.”

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Durante a operação, criminosos retaliaram incendiando um ônibus na Avenida Paulo de Frontin, uma das vias mais movimentadas da cidade, colocando a população da região sob tensão. O comandante do Bope, Marcelo Corbage, descreveu a morte de Leandro como uma “ação covarde” e relatou que os policiais reagiram após disparos vindos da residência onde o casal estava.

““Eles (criminosos), numa ação covarde, entraram numa residência, colocaram o casal como refém. Nós entramos no imóvel, e começou a negociação preliminar. No momento em que estávamos buscando solução pacífica, houve disparos de dentro da residência”, disse Corbage.”

Além do Morro dos Prazeres, as favelas do Fallet, Fogueteiro, Coroa, Escondidinho e Paula Ramos também estão sendo alvo de operações policiais desde terça-feira, 17. O Centro de Operações Rio informou que uma faixa do Elevado Paulo de Frontin segue interditada devido ao trabalho do Corpo de Bombeiros após o incêndio do ônibus.

De acordo com a Rio Ônibus, sete coletivos foram usados como barricadas no Rio Comprido, incluindo o que foi incendiado. Onze linhas de ônibus sofreram desvios, mas a expectativa é de que a operação seja normalizada até o final do dia, caso não haja mais ataques ou ameaças.

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