A atacante Gio Garbelini, do Atlético de Madrid, se pronunciou nesta quarta-feira (18) sobre as acusações de racismo em uma partida contra o Tenerife, ocorrida na terça-feira (17). Em nota oficial, ela negou ter proferido ofensas racistas.
Gio afirmou que seu nome foi associado a uma “mentira” e que “a verdade virá à tona e que os fatos serão devidamente esclarecidos.” Ela declarou:
“”Nego, de forma rotunda e categórica, ter proferido a palavra ‘negra’ ou qualquer outro comentário racista ou ofensivo. O que foi registrado simplesmente não aconteceu. O racismo é algo que rejeito profundamente. Vai contra tudo o que sou e tudo o que vivi no esporte.””
A atacante continuou:
“”Ver meu nome associado a uma mentira como essa me dói. E não vou aceitar em silêncio. Confio que a verdade virá à tona e que os fatos serão devidamente esclarecidos. Seguirei colaborando com tudo o que for necessário. Obrigada pelo carinho e apoio que tenho recebido.””
A acusação partiu da goleira do Tenerife, Noelia, que alegou que Gio teria chamado sua companheira de equipe, Fatou Dembele, de “negra” durante uma confusão em campo. A situação ocorreu aos 44 minutos do segundo tempo, durante a expulsão de Dembele.
A súmula da partida indica que a arbitragem não ouviu a suposta declaração. O documento menciona:
“”No minuto 89 da partida, após a expulsão da jogadora do Tenerife, Dembele Fatou, a jogadora do Tenerife Noelia Ramos Álvarez me informa que a jogadora do Club Atlético de Madrid, Giovana Queiroz, se dirigiu à jogadora do Tenerife, Dembele Fatou, com o seguinte termo: ‘negra’, que não pode ser ouvido por nenhuma das integrantes da equipe de arbitragem.””
Como resultado, o protocolo contra o racismo foi ativado, e a partida ficou interrompida por cinco minutos. O Atlético de Madrid venceu o jogo por 1 a 0 e se classificou para a decisão do torneio.

