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Segurança

Marcas no pescoço da PM morta não foram provocadas por ela, diz perita

Amanda Rocha
Última atualização: 18 de março de 2026 15:11
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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A policial militar Gisele Alves foi encontrada morta com um tiro na cabeça em seu apartamento, há um mês. As marcas no pescoço da PM são recentes e não foram provocadas por ela, segundo a perita Amanda Rodrigues Marinon, do Núcleo de Crimes contra a Pessoa, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (18).

O tenente-coronel Geraldo Neto, marido de Gisele, foi preso preventivamente em São José dos Campos, interior de São Paulo, e é investigado por feminicídio e fraude processual. Inicialmente, ele alegou que a esposa havia se suicidado após uma discussão, mas essa versão foi descartada pela Polícia Civil, que trata o caso como morte suspeita.

““Para saber sobre o autor das marcas são necessários exames complementares, a partir da análise desse vestígio. Então, por hora, a gente não consegue dizer quem fez, mas foram feitas por uma segunda pessoa, e obviamente não por ela [Gisele]”, disse a perita.”

A Corregedoria da Polícia Militar extraiu do celular do tenente-coronel mensagens entre ele e Gisele, onde a PM relata episódios de humilhação e comportamento abusivo por parte do marido. Em uma das mensagens, Gisele afirma: “Não dá para entender. Você pediu para eu não ir embora. Eu fico e você continua igual, até pior, com seu tratamento.”

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Geraldo Neto também fez declarações machistas, afirmando que “lugar de mulher é em casa, cuidando do marido”. A Corregedoria da PM classificou os diálogos como indícios de violência psicológica reiterada, caracterizada por tentativas de controle e desqualificação da autonomia de Gisele.

A Justiça Militar decretou a prisão preventiva de Geraldo na terça-feira (17), e ele foi preso na manhã de quarta-feira (18). A defesa do tenente-coronel contestou a competência da Justiça Militar para julgar o caso.

Laudos da Polícia Técnico-Científica indicaram que Gisele tinha marcas de dedos no pescoço e que desmaiou antes de ser baleada. A trajetória da bala e a profundidade dos ferimentos foram determinantes para a conclusão de que a morte foi um homicídio.

O tenente-coronel deve ser encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes após exames de corpo delito e audiência de custódia. A investigação continua em andamento, com a coleta de provas e depoimentos.

TAGGED:Amanda Rodrigues MarinonapartamentoCorregedoria da Polícia MilitarFeminicídioGeraldo NetoGisele AlvesJustiçaPolícia CivilPolícia MilitarPolícia Técnico-CientíficaSão José dos CamposSão Pauloviolência doméstica
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