Os Estados Unidos realizaram um ataque na terça-feira, 17, contra posições de mísseis iranianos próximas ao Estreito de Ormuz, utilizando a bomba GBU-72.
A GBU-72, conhecida como bomba antibunker, pesa aproximadamente 2,3 toneladas e é projetada para destruir estruturas militares subterrâneas fortificadas.
Segundo militares americanos, o alvo eram instalações que abrigavam mísseis de cruzeiro antinavio do Irã, considerados uma ameaça à navegação internacional.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais sensíveis do mundo, com cerca de 20% do petróleo transportado globalmente passando por essa região.
A GBU-72 Advanced 5K Penetrator é uma bomba guiada que pode atingir alvos profundamente enterrados ou protegidos por estruturas reforçadas. Ela atravessa camadas espessas de solo e concreto antes de detonar, aumentando a capacidade de destruir bunkers militares e centros de comando subterrâneos.
Esse armamento pertence à categoria das bombas penetradoras, que diferem das convencionais por continuarem a perfurar o solo até atingirem uma profundidade específica antes de explodirem.
A GBU-72 foi desenvolvida como uma evolução da GBU-28, utilizada pelos Estados Unidos desde a década de 1990. A nova versão foi testada pela primeira vez em 2021 e oferece maior poder de destruição e precisão.
Um dos principais avanços da GBU-72 é o sistema de orientação, que utiliza o kit Joint Direct Attack Munition (JDAM). Essa tecnologia transforma bombas convencionais em munições guiadas por GPS, permitindo seu uso em diversas condições climáticas.
O custo estimado de cada unidade da GBU-72 é de cerca de US$ 288 mil (R$ 1,5 milhão).
Apesar de seu grande poder destrutivo, a GBU-72 não é a maior bomba antibunker do arsenal americano. Esse título pertence à GBU-57 Massive Ordnance Penetrator, que pesa cerca de 13.600 kg e mede aproximadamente seis metros de comprimento.


