O Partido Liberal (PL) anunciou apoio a uma possível candidatura de Sergio Moro (União-PR) ao governo do Paraná. O acerto ocorreu em reunião na sede do partido, em Brasília, na tarde de quarta-feira, 18 de março de 2026.
Durante o encontro, o PL reforçou o convite para que Moro se filie ao partido e dispute o Executivo paranaense. Embora o senador não tenha tomado uma decisão final, os participantes consideraram o “primeiro alinhamento positivo”. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, comentou sobre a necessidade de Moro dialogar com o União Brasil, seu atual partido.
““Nós vamos apoiar o Moro, isso está certo. Agora, ele precisa definir a situação dele no União Brasil. E nós vamos tocar para a frente”, disse Costa Neto.”
A expectativa é que Moro se reúna com a cúpula do União Brasil ainda esta semana. Também participaram da reunião o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o coordenador da pré-campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), e o deputado federal Filipe Barros (PL-PR), que deve concorrer ao Senado pelo Paraná.
Uma candidatura de Moro pelo PL ajudaria a estruturar o palanque para Flávio no estado, considerando que o atual governador Ratinho Jr. (PSD) também é pré-candidato à Presidência e já anunciou que apoiará um sucessor para o Palácio Iguaçu.
O convite para Moro ganhou força após um encontro entre Marinho e Ratinho na semana anterior. Segundo fontes, Marinho ofereceu a Ratinho a vaga de vice na chapa de Flávio, proposta que foi negada pelo governador paranaense.
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, ainda não revelou qual nome será lançado, enquanto reúne governadores como Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ronaldo Caiado (Goiás) como possíveis presidenciáveis.
Um acordo firmado entre PL e PSD nas eleições de 2024 previa uma chapa conjunta em 2026, com apoio ao nome escolhido por Ratinho para sucedê-lo. A pressão do PL sobre a organização das alianças no Paraná aumentou, especialmente com a continuidade da candidatura de Ratinho ao Planalto.
Apesar de liderar as pesquisas de intenção de voto, Moro enfrenta resistência dentro do União Brasil, especialmente do deputado Ricardo Barros, que já declarou que não apoiará sua candidatura ao governo do Paraná.


