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Segurança

Tenente-coronel é preso e encaminhado a presídio militar em São Paulo

Amanda Rocha
Última atualização: 18 de março de 2026 15:15
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Neto, suspeito de matar a esposa Gisele Alves Santana, foi encaminhado na tarde de quarta-feira (18) ao Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo. Ele ficará preso preventivamente após a Justiça Militar decretar sua prisão.

Antes de ser levado ao presídio, Geraldo passou pelo Hospital da Polícia Militar, onde fez exame de corpo delito, e pelo 8º Distrito Policial. A prisão ocorreu em São José dos Campos, interior do estado, por volta das 8h17, após a Justiça Militar ter decretado a prisão preventiva na terça-feira (17).

A Corregedoria da Polícia Militar solicitou a prisão do coronel com base em investigações da Polícia Civil, que o indiciou por feminicídio e fraude processual. A defesa de Geraldo, representada pelo advogado Eugênio Malavasi, afirmou que a prisão não poderia ter sido feita pela Justiça Militar, alegando incompetência para tratar do caso.

“”A Justiça Militar é incompetente para analisar, processar e julgar o caso e, especialmente, para decretar medidas cautelares”, disse o advogado.”

Geraldo alegava que a esposa havia se suicidado após uma discussão, mas essa versão foi contestada após a Polícia Civil investigar a morte como suspeita. Laudos periciais indicaram que ele foi responsável pela morte de Gisele.

O Tribunal de Justiça Militar informou que a prisão preventiva foi decretada para garantir a ordem pública e a conveniência da instrução criminal, além de preservar a hierarquia e disciplina militares. O juiz destacou o risco de interferência nas investigações e a gravidade dos fatos apurados.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o coronel seguirá preso para o 8º DP, onde será interrogado e passará por novos exames. O Inquérito Policial Militar será concluído nos próximos dias.

Laudos da Polícia Técnico-Científica foram determinantes para a decisão de prisão, apontando a trajetória da bala e a profundidade dos ferimentos encontrados em Gisele. A investigação concluiu que Geraldo matou a soldado por ciúmes e possessividade.

TAGGED:Corregedoria da Polícia MilitarEugênio MalavasiFeminicídioGeraldo NetoGisele Alves SantanaPolícia MilitarPresídio Militar Romão GomesprisãoSão PauloSecretaria da Segurança PúblicaTribunal de Justiça Militar
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