O prazo da licitação para contratar a empresa responsável pela construção dos terminais e do Centro de Controle Operacional do BRT em Cuiabá e Várzea Grande foi prorrogado para o dia 31 de março. O valor estimado é de R$ 130,7 milhões, em lote único, para que a empresa vencedora fique responsável por todas as etapas da obra.
A Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra) informou que o processo será realizado por meio de disputa de preços entre as empresas interessadas. Os terminais serão instalados em pontos estratégicos, com estrutura para embarque, desembarque e atendimento aos passageiros.
As obras do BRT seguem em andamento em cinco frentes, o que exige atenção dos motoristas ao passar por esses locais. Entre o Viaduto da Sefaz e a Defensoria Pública, são realizadas obras de drenagem e concretagem de pistas do parque linear. No trecho entre o CREA e a Rua Voluntários da Pátria, estão em andamento trabalhos de recuperação do asfalto. Entre a Voluntários da Pátria e a Praça da Ipiranga, retornarão serviços de recuperação da pista. Entre a Praça Ipiranga e o Colégio São Gonçalo, terão início trabalhos de recuperação do sistema de drenagem. No trecho das Avenidas XV de Novembro e Tenente-Coronel Duarte, é feito recapeamento do asfalto e novo sistema de drenagem próximo ao Shopping Popular.
No Complexo Leblon, há outras duas frentes de trabalho: a construção da trincheira na entrada do Jardim Leblon e a construção de nova passagem sobre a Rua Trigo de Loureiro, perto da Todimo.
O terminal de Várzea Grande será construído em uma área próxima ao Aeroporto Marechal Rondon, em continuidade à Avenida João Ponce de Arruda. O Terminal do CPA será construído entre a Avenida do CPA e a Avenida Osasco, quase em frente ao Comando Geral da Polícia Militar. O Terminal do Porto e o CCO estão localizados na Avenida XV de Novembro, em área ao lado do supermercado Atacadão, entre a Rua Comandante Suídio e a Travessa Paiaguás.
Os terminais terão área para operação dos ônibus, plataformas de embarque e desembarque, além de pátio de recarga e estrutura para atender passageiros, como banheiros. O centro de controle operacional funcionará com todo o comando da operação, que inclui informações em tempo real sobre as viagens e o tempo de espera para a chegada do próximo veículo.
Inicialmente, o modal escolhido era o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), projetado para a Copa do Mundo de 2014. As obras do VLT custaram mais de R$ 1 bilhão e foram marcadas por corrupção e entraves judiciais. Em dezembro de 2014, as obras foram interrompidas e, quatro anos depois, o governo decidiu romper o contrato com o consórcio VLT, optando pelo Ônibus de Transporte Rápido (BRT). Os trilhos do VLT foram vendidos para a Bahia, onde já estão em funcionamento.


