O tenente-coronel da Polícia Militar, Geraldo Leite Rosa Neto, foi preso na manhã de 18 de março de 2026, em sua residência em São José dos Campos, São Paulo, após denúncias de feminicídio contra sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos.
A prisão ocorreu após o Ministério Público aceitar uma denúncia que inclui mensagens extraídas do celular do oficial, revelando um comportamento agressivo. Em uma conversa datada de 6 de fevereiro de 2026, Gisele afirmou: “Você não me respeita; não sabe conversar; ontem enfiou a mão na minha cara”.
A denúncia acusa o tenente-coronel de ter disparado uma arma contra a cabeça da vítima durante uma discussão, no dia 18 de fevereiro, por volta das 7h28. Após o disparo, ele teria manipulado a cena do crime para simular um suicídio, posicionando o corpo da vítima e escondendo vestígios.
O documento também aponta que houve demora no acionamento do socorro, com o policial chamando ajuda cerca de meia hora após o disparo. O Ministério Público descreve o relacionamento como marcado por violência, com episódios de agressões físicas e psicológicas, além de tentativas de isolamento da vítima.
Os promotores afirmam que o feminicídio pode ter sido motivado pelo desejo de Gisele de se divorciar. Dias antes de sua morte, ela pediu ajuda aos pais, afirmando que não suportava mais a relação. Mensagens extraídas do celular do tenente-coronel reforçam esse cenário, com Gisele expressando o desejo de separação.
Além disso, o MP alega que o oficial pode ter utilizado sua posição hierárquica para influenciar testemunhas e interferir na investigação. O caso, inicialmente registrado como suicídio, passou a ser tratado como morte suspeita e, posteriormente, como feminicídio.
A Justiça decretou a prisão preventiva do tenente-coronel, que deve ser julgado pelo Tribunal do Júri. A defesa do oficial nega as acusações, sustentando que a policial cometeu suicídio. A defesa não respondeu até a última publicação.


