A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), relatou ter recebido uma ameaça de bomba nesta quarta-feira (18) durante uma palestra sobre violência política de gênero no Ceub (Centro Universitário de Brasília).
Ela informou que foi alertada sobre o incidente pouco antes de chegar ao local. “Agora de manhã, vindo para cá, me comunicaram que me mandaram uma bomba pra me matar”, disse a ministra.
O gabinete da ministra foi questionado sobre os detalhes da ameaça, mas não respondeu até a publicação desta reportagem. Cármen Lúcia fez uma brincadeira sobre a situação: “Estou no meio de estudantes, eles todos viram meus advogados em dois minutos. Pior para quem mandar. Nem sei se é fato. Sei que foi noticiado e que estão me ligando. Mas eu estou vivíssima, cada vez mais”, afirmou.
Durante a palestra, a ministra abordou casos recentes de feminicídio e classificou a violência contra a mulher no Brasil como uma “epidemia”. “Tentam nos matar de várias formas. Nós resolvemos viver de todas as formas, de qualquer forma. Esse assassinato constante de mulheres precisa parar. No Brasil, é uma epidemia”, declarou.
No STF, os ministros possuem equipes de segurança pessoal formadas por policiais judiciais. Nos últimos anos, a Corte tem intensificado a segurança diante do aumento de ameaças contra os magistrados. Para este ano, o STF aprovou um orçamento de R$ 72 milhões para a segurança institucional, um aumento em relação aos aproximadamente R$ 40 milhões de 2020.


