O Irã anunciou nesta quarta-feira (18) que a guerra no Oriente Médio entrou em uma nova fase e informou sobre ataques a instalações de petróleo ligadas aos Estados Unidos. As declarações foram feitas pela Guarda Revolucionária e divulgadas pela imprensa estatal.
Segundo autoridades iranianas, a ofensiva é uma resposta direta às ações recentes dos EUA e Israel, que teriam bombardeado a infraestrutura energética do país. ‘Alertamos mais uma vez que cometeram um grave erro ao atacar a infraestrutura energética da República Islâmica, e a resposta está em curso’, afirmou um porta-voz da Guarda Revolucionária. ‘Se houver repetição, os ataques subsequentes contra a infraestrutura energética de vocês e de seus aliados não cessarão até a destruição completa.’
Mais cedo, o Catar informou que um míssil iraniano causou ‘danos extensos’ na cidade industrial de Ras Laffan, onde está localizado o principal polo de processamento de gás natural liquefeito da QatarEnergy. A Arábia Saudita também relatou ter interceptado um ataque a uma instalação de gás no leste do país.
O anúncio do Irã ocorre após um bombardeio a um campo de gás em Pars, no território iraniano, também nesta quarta-feira. Esse ataque foi amplamente atribuído pela imprensa israelense a Israel, com apoio dos Estados Unidos, embora nenhum dos países tenha assumido a autoria até o momento.
Pars é a parte iraniana da maior reserva de gás natural do mundo, compartilhada com o Catar, do outro lado do Golfo. A ação marcou uma escalada no conflito e fez os preços do petróleo dispararem. A agência iraniana Fars informou que tanques de gás e partes de uma refinaria foram atingidos, e trabalhadores foram retirados do local por segurança. A mídia estatal afirmou que o incêndio estava sob controle.
Segundo o jornal Wall Street Journal, o presidente dos EUA, Donald Trump, apoiou a ofensiva israelense em Pars, mas não deseja novos ataques a instalações de energia do Irã. Fontes ouvidas pelo jornal indicam que Trump vê a operação como um recado a Teerã e pode voltar a autorizar ataques a instalações de energia iranianas, dependendo das próximas ações do Irã.


