A CPI (comissão parlamentar de inquérito) do Crime Organizado aprovou nesta terça-feira (18) a quebra dos sigilos do fundo que adquiriu ações do Tayayá Resort, pertencentes a uma empresa ligada à família do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal).
O requerimento foi apresentado pelo senador Sergio Moro (União-PR) e tem como alvo o Fundo Arleen, que era administrado pela Reag, investigada pela Polícia Federal por envolvimento em um esquema de desvio de recursos do Banco Master.
O fundo de investimento fez um aporte milionário para a compra de ações do Tayayá Resort, que anteriormente pertenciam à Maridt Participações S.A. De acordo com registros da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) de outubro de 2025, o investimento foi realizado pela Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia.
O ministro Dias Toffoli admitiu ser sócio da Maridt e afirmou que desconhece o gestor da Arleen, além de não ter qualquer relação de amizade com Vorcaro. Toffoli também declarou que nunca recebeu valores do banqueiro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel.
““Nunca mantive relação de amizade, muito menos amizade íntima, com Vorcaro”, disse o ministro.”


