Vinte e cinco policiais militares foram promovidos por ‘Ato de Bravura’ pelo Governo de Mato Grosso, em uma solenidade realizada no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, na manhã de quarta-feira, 18 de março de 2026. A homenagem reconheceu a atuação dos militares na Operação Canguçu, que ocorreu em 2023 e resultou na morte de 18 suspeitos e na prisão de cinco outros após 38 dias de buscas e confrontos armados no Tocantins.
A operação teve início em abril de 2023, após criminosos tentarem invadir unidades militares em Confresa, a 1.160 km de Cuiabá, e realizarem um assalto a empresas de valores. Os criminosos utilizaram a modalidade conhecida como ‘novo cangaço’, aterrorizando a cidade com explosões de carros e casas, além de ataques a um quartel da Polícia Militar.
O governador Mauro Mendes (União) destacou, durante a solenidade, que a promoção é uma forma de valorizar os militares que atuaram na operação. Ele também ressaltou os investimentos em segurança pública, incluindo armamentos, viaturas e fardamentos, que ampliaram a capacidade operacional da Polícia Militar de Mato Grosso.
Na cerimônia, estiveram presentes o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o comandante-geral da PM, coronel Cláudio Fernando Carneiro Tinoco, e o secretário Estadual de Segurança Pública, coronel César Roveri. Além da promoção, os militares receberam a medalha Cruz de Bravura.
A Operação Canguçu foi uma das maiores operações policiais do país, mobilizando cerca de 350 policiais de cinco estados em uma caçada a um grupo suspeito de assalto a uma transportadora. A ação resultou na morte de 18 suspeitos e na prisão de cinco, após quase 40 dias de buscas.
Os criminosos, que estavam armados com metralhadoras, coletes balísticos e explosivos, tentaram roubar uma transportadora de valores em Confresa no dia 9 de abril, mas não conseguiram acessar o cofre e fugiram. Durante a fuga, eles se esconderam em áreas rurais e urbanas, levando a confrontos com a polícia.
Os corpos dos suspeitos mortos foram entregues aos parentes, conforme informado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Os suspeitos mortos eram naturais de diversos estados, incluindo São Paulo, Maranhão, Pernambuco, Goiás e Bahia, com idades entre 27 e 62 anos.
Além dos mortos, cinco suspeitos foram presos, sendo dois pela Polícia Militar e três pela Polícia Civil de Mato Grosso. Um dos presos foi identificado como o principal articulador da tentativa de roubo, que tinha como objetivo levar entre R$ 30 e R$ 40 milhões, mas não conseguiram devido à resposta rápida das forças de segurança.


