Em 2025, a Prefeitura de Campinas (SP) recebeu 1.220 reclamações sobre barulho, um aumento de 724% em cinco anos. As queixas foram registradas por meio da central de atendimento 156 e incluem desde pancadões até o ruído de caminhões de coleta de lixo.
Em média, a cidade registrou três ocorrências por dia no ano passado. O bairro Cambuí lidera as reclamações, com 80 denúncias. Moradores relatam que o problema persiste sem solução, o que tem contribuído para o aumento das queixas.
A comandante da Guarda Municipal de Campinas, Maria de Lourdes Soares, reconheceu a alta demanda e afirmou que, em alguns casos, a solução das ocorrências demora ou já foi resolvida quando os agentes chegam ao local.
““Nós temos uma demanda grande, de fato, relacionada a perturbação da tranquilidade, especialmente nos finais de semana, de sexta a domingo”, disse Maria de Lourdes.”
Entre os bairros com mais queixas estão: Centro (58), Jardim Nova Europa (39), Barão Geraldo (25) e Botafogo (24). Das 1.220 reclamações, 1.113 são sobre perturbação de sossego, 79 sobre pancadões e 28 sobre o barulho dos caminhões de coleta de lixo.
Os pancadões são eventos com som alto de veículos, interdição de vias e grande circulação de pessoas, que se popularizaram nos anos 2010. Uma lei estadual de 2015 proibiu esses eventos. A comandante da Guarda destacou que muitos acreditam que podem fazer barulho até as 22h, mas a medição da perturbação é feita com base em decibelímetros, que variam conforme o local e horário.
““Quando vamos atender a um caso em via pública ou estabelecimento comercial, com muito público ou público na rua, temos o empenho de mais de uma viatura destinada”, completou.”
Moradores de bairros como Nova Campinas e São Gabriel também expressam suas frustrações. A jornalista Angèle Berdat, por exemplo, mencionou que os barulhos de festas e caminhões de britadeira afetam seu descanso, especialmente aos domingos.


