A guerra no Irã tem gerado impactos diretos na economia brasileira, especialmente no setor de agroindústria. A queda na taxa Selic, anunciada nesta quarta-feira (18), poderia ser maior se não fosse o buraco fiscal do governo com subsídios a combustíveis.
Os preços de combustíveis também poderiam estar mais baixos, mas a situação no Oriente Médio tem gerado preocupações. As cadeias de comércio estão ansiosas com a inflação e dificuldades de frete, refletindo a instabilidade geopolítica.
O conflito no Irã é um exemplo claro de como eventos distantes podem afetar a vida cotidiana. A superpotência Estados Unidos não deixou claro quais são suas intenções ao seguir Israel e atacar o Irã, e as condições para a paz permanecem indefinidas.
Mesmo que o presidente Donald Trump declare vitória e encerre as operações militares, os danos causados são de longo prazo. Recentemente, os ataques atingiram a infraestrutura de países exportadores de energia, não se limitando apenas ao Irã.
Embora o Estreito de Ormuz possa voltar ao normal até o fim de abril, a expectativa é de que a situação não retorne ao que era antes. Os impactos geopolíticos geram uma atmosfera de imprevisibilidade e insegurança, não apenas no Oriente Médio.
O velho ditado se confirma: ninguém que começa uma guerra sabe com certeza como ela termina.


