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Infraestrutura

Caminhoneiros enfrentam condições precárias em porto no Pará durante escoamento de soja

Amanda Rocha
Última atualização: 19 de março de 2026 03:00
Amanda Rocha
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Tempo: 5 min.
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Caminhoneiros enfrentam dificuldades em um porto no Pará, onde relatam dias sem água e banheiro. Álvaro José Dancini, um dos motoristas, descreve a situação: ‘A situação era precária. Banho era no igarapé, banheiro era o mato. Não tem o que fazer’. Ele ficou dias parados dentro de um caminhão para chegar ao porto de Miritituba, um dos principais pontos de escoamento da safra de soja no Norte do Brasil.

No final de fevereiro, a fila de caminhões chegou a 45 km, invadindo a BR-163. Os motoristas enfrentaram a falta de água e locais para dormir. Jefferson Bezerra, outro caminhoneiro, ficou 40 horas parado na estrada e mais 12 horas esperando dentro do porto. ‘Quem tinha alguma coisa dentro do caminhão, comia. Quem não tinha, ficava com fome. Ainda bem que os postos ali mais próximos passavam com carro dando água para nós’, afirmou.

Além do desconforto, os caminhoneiros enfrentam prejuízos financeiros. Renan Galina destacou: ‘A gente depende de fazer os fretes. Então, se você fica três dias parado numa fila, é três dias que você não está recebendo nada, porque eles não pagam a estadia. É só prejuízo’.

Esse engarrafamento ilustra os problemas no transporte da produção agrícola no Brasil. A alta produção e a falta de armazéns para guardar os grãos resultam em muitos caminhões chegando aos portos simultaneamente. A dependência do transporte rodoviário, que é menos eficiente que ferrovias e hidrovias, também contribui para o aumento dos custos.

Fernanda Rezende, diretora executiva da Confederação Nacional do Transporte (CNT), explicou que ‘esse tipo de carga seria ideal para trafegar por modalidades que têm a vocação de transportar grandes volumes de carga, com um custo de transporte menor’. Thiago Péra, professor da Esalq-USP, acrescentou que um caminhão consome cerca de um litro de diesel a cada 2 km no transporte de grãos, resultando em altos custos.

No porto de Miritituba, o único acesso é por caminhão, e os terminais não têm capacidade para lidar com todo o volume de carga. Jefferson Bezerra confirmou: ‘Os portos não têm pátio suficiente para caminhão e usam a rodovia como área de espera’.

As estradas em péssimas condições também agravam a situação. Apenas 12,4% das rodovias brasileiras são pavimentadas, segundo dados da CNT. Rezende afirmou: ‘Você não tem opções de caminhos’. Buracos e má sinalização aumentam os custos de transporte, pois reduzem a velocidade dos caminhões e aumentam o consumo de combustível.

Os caminhoneiros relatam danos aos veículos devido às condições das estradas. Bezerra quebrou o caminhão após passar por um buraco. ‘A estrada está se desmanchando em buraco […] Histórias de prejuízo, todos os dias’, disse Dancini.

A falta de armazéns para guardar os grãos resulta em congestionamento nos portos. Rezende destacou que o Brasil consegue armazenar apenas cerca de 80% da produção agrícola. ‘Tudo que é produzido hoje tem que ser escoado de forma imediata’, afirmou. Isso leva a uma situação em que os caminhões se tornam armazéns temporários.

O congestionamento nos portos também impacta o preço do frete, que dispara durante a colheita. Galina afirmou que o faturamento pode cair para menos da metade devido às filas. ‘A gente aguarda o ano todo para fazer essa safra, para pagar as dívidas do caminhão. Mas vem a fila, e na hora de pagar as contas, a gente não consegue faturar’, disse Bezerra.

O aumento do custo do transporte não afeta apenas as empresas, mas também o preço dos alimentos. Péra explicou que ‘tudo isso encarece o nosso custo do Brasil, que é um conjunto de distorções que torna a nossa economia mais cara’.

O Brasil investe apenas entre 0,4% e 0,6% do PIB em infraestrutura, um valor baixo comparado a países como Estados Unidos e China, que investem mais de 2%. Péra afirmou que o Brasil precisaria chegar a pelo menos 2% para garantir uma maior competitividade.

Para melhorar a situação, Rezende defendeu a ampliação e recuperação da malha rodoviária e o investimento em diferentes modalidades de transporte. ‘Quando você tem integração entre as modalidades, você faz com que esse transporte seja eficiente’, concluiu.

TAGGED:Álvaro José DanciniCaminhoneirosConfederação Nacional do TransporteESALQ/USPJefferson BezerraMirititubaParáRenan Galina
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