O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está internado na UTI do hospital DF Star, em Brasília, desde a última sexta-feira, 13 de março, e não tem previsão de alta. A equipe médica havia indicado que a internação poderia durar pelo menos uma semana.
O boletim médico mais recente revelou melhora em aspectos tomográficos e marcadores inflamatórios. Uma tomografia realizada recentemente mostrou evolução em ambos os pulmões, e a inflamação, que costuma regredir mais tarde que a infecção, apresenta menos preocupação.
Atualmente, Bolsonaro está em uma UTI de cuidados intermediários, que é uma acomodação semelhante a uma unidade semi-intensiva. Apesar de não haver um prazo definido para sua saída da UTI, o cardiologista Brasil Caiado, que acompanha o ex-presidente, informou que o tratamento da infecção com antibióticos está na metade.
Se a evolução continuar, Bolsonaro pode deixar a UTI até o final da semana. Além do tratamento com antibióticos, ele está realizando fisioterapia respiratória e motora.
Bolsonaro foi internado após apresentar vômito, calafrios e outros sintomas na Papudinha. No hospital, foi diagnosticado com uma infecção pulmonar bacteriana. Seu quadro se agravou no sábado, 14 de março, com piora das funções renais e dos marcadores inflamatórios, mas regrediu nos dias seguintes, permitindo sua transferência para a unidade semi-intensiva na segunda-feira, 16 de março.
Há também expectativa sobre a resposta do ministro do STF, Alexandre de Moraes, a um novo pedido de transferência de Bolsonaro para a prisão domiciliar. Na terça-feira, 17 de março, a defesa do ex-presidente solicitou novamente a concessão de prisão domiciliar, argumentando que isso não seria um privilégio, mas uma medida necessária para garantir condições mínimas de tratamento médico adequado.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reiterou o pedido a Moraes, em uma reunião que classificou como “tranquila e objetiva”. O senador afirmou que o ministro analisará a possibilidade em “momento oportuno”, mas não deu prazo para tal. Os advogados de Bolsonaro destacam que o relatório médico aponta a possibilidade de novos problemas de saúde e que mantê-lo em custódia na Papudinha gera “risco progressivo”.


