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Tecnologia

Radares medem batimentos cardíacos à distância, gerando debate sobre privacidade

Amanda Rocha
Última atualização: 19 de março de 2026 05:04
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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Pesquisadores da Rice University desenvolveram um sistema chamado MetaHeart, que utiliza radares para medir batimentos cardíacos à distância, sem necessidade de contato físico.

Tradicionalmente, a medição dos batimentos cardíacos exigia dispositivos como eletrodos ou pulseiras. No entanto, a nova tecnologia permite que sensores de rádio realizem essa tarefa sem fio, apresentando resultados clínicos significativos, como a detecção de apneia do sono e o monitoramento de pacientes cardíacos em casa.

À medida que esses sensores se tornam menores e mais acessíveis, surge a preocupação sobre quem controla os dados coletados. Especialistas debatem a privacidade e a segurança das informações biométricas.

Os sensores funcionam emitindo ondas de rádio e analisando o retorno dessas ondas após interagir com o corpo. Essa tecnologia é capaz de estimar a frequência cardíaca de uma pessoa a vários metros de distância, mesmo com roupas comuns.

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Estudos indicam que sensores comerciais conseguem medir a frequência cardíaca com uma margem de erro de 5 a 6 batimentos por minuto. Além disso, esses dispositivos podem detectar a variabilidade da frequência cardíaca (HRV), que fornece informações sobre o estado emocional e físico do indivíduo.

Outra tecnologia em desenvolvimento utiliza câmeras comuns para medir batimentos cardíacos, capturando variações sutis na cor da pele. Essa abordagem levanta preocupações sobre a vigilância não autorizada, pois qualquer câmera pode potencialmente atuar como um sensor cardíaco.

A maior parte das pesquisas nessa área visa aplicações médicas, como o monitoramento de pacientes e a detecção de sinais vitais em situações de emergência. No entanto, a mesma tecnologia pode ser utilizada para monitorar funcionários em ambientes de trabalho, levantando questões éticas sobre privacidade.

A pesquisadora Dora Zivanovic destacou que a falta de regulamentação sobre o uso desses sensores pode levar a um aumento na vigilância biométrica. A tecnologia é invisível e não há como saber se um sensor está capturando dados em um ambiente.

Para proteger a privacidade, a equipe da Rice desenvolveu o sistema MetaHeart, que manipula ondas eletromagnéticas para enganar os sensores, substituindo os dados reais por padrões fabricados.

TAGGED:dados biométricosDora ZivanovicmonitoramentoRice UniversityTecnologia
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