O manobrista Sérgio Salomão Fernandes será julgado nesta quinta-feira (19) em Ribeirão Preto (SP) por ter agredido e matado o vizinho Júlio César da Silva. O crime ocorreu em junho de 2024, no Centro da cidade.
Salomão, que está preso preventivamente, responde por homicídio doloso triplamente qualificado. Durante a investigação, ele alegou ter agido em legítima defesa, mas essa alegação não foi comprovada.
O júri popular está agendado para começar às 10h, no Fórum de Ribeirão Preto, sem previsão de duração. A defesa de Salomão argumenta que as provas não demonstram a intenção de matar e que as qualificadoras apresentadas são frágeis. Em nota, a defesa afirmou:
“”Confiamos plenamente que, após a exposição detalhada das teses defensivas em plenário e a análise criteriosa de todas as provas já produzidas, o Conselho de Sentença saberá reconhecer a realidade dos fatos, acolhendo a versão que efetivamente encontra respaldo no conjunto probatório.””
Em outubro de 2025, um laudo psiquiátrico determinou que Salomão é imputável, ou seja, possui capacidade legal para ser responsabilizado por seus atos. A psiquiatra que o avaliou afirmou que ele tinha plena consciência do que fazia no momento do crime.
O manobrista possui um histórico de perturbação do sossego e ameaças a moradores do condomínio onde residia, no Parque Residencial Jardim das Pedras, no Jardim Paulista, zona Leste de Ribeirão Preto. Ele foi expulso do local três dias após a morte de Júlio César, a pedido da administração do condomínio.
O crime ocorreu no cruzamento das ruas Barão do Amazonas e Mariana Junqueira, onde Júlio foi espancado por Salomão. Apesar de ter sido socorrido e levado à Santa Casa, ele não resistiu aos ferimentos e faleceu no dia 26 de junho de 2024.
Imagens de câmeras de segurança mostraram o comportamento agressivo de Salomão nas áreas comuns do condomínio, onde ele foi visto intimidando moradores com uma faca e uma marreta. Os vídeos também registraram momentos em que ele marretava paredes do próprio apartamento e fazia ameaças a idosos e crianças.
Na manhã do crime, testemunhas relataram que Salomão e Júlio César começaram a discutir, e em seguida, Salomão deu um soco no rosto da vítima, que caiu e bateu a cabeça no chão. Enquanto Júlio estava caído, Salomão o pisoteou várias vezes.


