O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta quinta-feira (19) que disputará o governo de São Paulo nas eleições de outubro. O anúncio ocorreu em São Bernardo do Campo, durante um evento com apoiadores e ao lado do presidente Lula, que é um dos principais apoiadores de sua candidatura.
Haddad havia manifestado resistência a ser candidato, preferindo focar na campanha de Lula para a presidência. No entanto, foi convencido pelo presidente a deixar seu cargo e entrar na disputa. Esta será a sua quinta eleição em 14 anos, repetindo o duelo com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que também deve buscar a reeleição.
O ministro ganhou destaque político como ministro da Educação nos governos de Lula e Dilma Rousseff, entre 2005 e 2012, quando foi eleito prefeito de São Paulo, sua única vitória até agora. Desde então, ele acumulou derrotas em suas candidaturas.
Em 2016, Haddad tentou a reeleição, mas foi derrotado por João Doria (PSDB) no primeiro turno, recebendo apenas 16,7% dos votos. Em 2018, foi candidato à presidência, mas perdeu para Jair Bolsonaro no segundo turno. Na eleição de 2022, Haddad disputou o governo de São Paulo e novamente foi derrotado por Tarcísio, que obteve 55,27% dos votos, contra 44,73% do petista.
Apesar das derrotas, petistas acreditam que o desempenho de Haddad em 2022 foi importante para ajudar Lula a vencer a eleição presidencial, já que ele teve mais votos que o adversário na capital paulista. Recentemente, uma pesquisa do Datafolha mostrou que Tarcísio lidera as intenções de voto, enquanto Haddad aparece com 31% em sua melhor marca, mas enfrenta uma alta rejeição de 38%.
Segundo a colunista Ana Flor, Haddad aceitou a candidatura a pedido de Lula, que considera essencial sua participação na disputa pelo maior colégio eleitoral do país. O petista, que venceu sua primeira eleição em 2012, agora busca reverter um histórico de derrotas nas urnas.
““Eu acredito na democracia, é o reconhecimento do resultado. Desejo muita sorte, porque muita gente depende das decisões dele”, afirmou Haddad após a derrota em 2022.”

