Médico é investigado por importunação sexual em UPA de Franca

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Um médico de 67 anos, João Batista de Resende, é investigado por importunação sexual após tocar os seios de uma paciente de 18 anos durante uma consulta em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Franca, São Paulo. O incidente ocorreu na tarde de quarta-feira, 18 de março de 2026, quando a jovem procurou a unidade devido a uma dor de garganta.

A delegada Juliana Paiva, responsável pela investigação, informou que a paciente relatou que o médico tocou seus seios para medir a temperatura, alegando que ela estava com febre. A Polícia Militar foi chamada ao local após o ocorrido. Funcionários da UPA afirmaram que situações semelhantes já ocorreram, utilizando a expressão ‘o doutor ataca novamente’.

““Os próprios funcionários da UPA falaram que esse fato é recorrente”, disse a delegada.”

Resende foi preso no mesmo dia, mas liberado em audiência de custódia na quinta-feira, 19 de março. O caso foi registrado como importunação sexual mediante fraude na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). A Secretaria de Saúde informou que o médico foi afastado e um processo administrativo foi instaurado para apurar os fatos.

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No depoimento à polícia, o médico não negou o toque, mas gaguejou ao explicar suas ações. Ele afirmou que não pediu outro termômetro porque a paciente já havia passado pela triagem, que não indicou alteração de temperatura.

A delegada Paiva investiga se existem outras vítimas do médico. Uma mulher se apresentou à polícia na quinta-feira, relatando um incidente semelhante ocorrido em 2019, quando também foi tocada de forma inadequada durante uma consulta.

““Esta vítima de 2019 relatou que foi examinada por uma dor nas pernas e ele teria passado as mãos em suas pernas de maneira desconfortável”, explicou a delegada.”

A delegada Juliana Paiva afirmou que Resende utilizou sua posição para levar a paciente ao erro, aproveitando-se da situação vulnerável dela. Após o incidente, a mãe da paciente também foi importunada pelo médico ao tentar fazer uma reclamação.

““O médico, não sabendo o que estava acontecendo, saiu de onde estava e ainda se referiu à mãe da paciente com a expressão ‘e aí, morena?’”, relatou a delegada.”

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