A EMS, maior farmacêutica do Brasil, anunciou que irá produzir a semaglutida, princípio ativo das canetas Ozempic e Wegovy, após o fim da patente do medicamento. A produção será realizada por meio de um processo diferente do original, resultando em um medicamento totalmente novo.
O laboratório, localizado em Hortolândia, investiu mais de R$ 1 bilhão em tecnologia e infraestrutura para desenvolver peptídeos, tipo de molécula do Ozempic. A EMS afirma ser a única empresa no Brasil com capacidade para fabricar esses medicamentos de alta complexidade.
O produto já foi submetido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para registro. A aprovação é necessária para que a medicação possa ser fabricada em escala e distribuída às farmácias. A submissão inclui um dossiê de estudos que comprovam a segurança e eficácia do tratamento.
É importante destacar que a semaglutida da EMS não é um genérico ou similar, pois é resultado de uma nova tecnologia de síntese totalmente química, ao contrário do medicamento de referência, que é classificado como biológico.
Ainda não há previsão de lançamento ou preço para a medicação, uma vez que as canetas de semaglutida estão em análise pela Anvisa. O vice-presidente da EMS, Marcus Sanchez, afirmou: “Ainda não temos definição de preço, mas podemos adiantar que chegaremos ao mercado de forma competitiva.”
A EMS já comercializa canetas de aplicação diária à base de liraglutida, como a Lirux e a Olire, para diabetes tipo 2 e obesidade, respectivamente. É provável que os novos medicamentos de uso semanal sigam um padrão semelhante, com nomes e dosagens diferentes.

