O GAC GS3 foi lançado no Brasil em 20 de março de 2026, marcando a segunda leva de lançamentos da fabricante chinesa no país. O modelo, um SUV a combustão, chega para competir com Hyundai Creta, Volkswagen T-Cross e Honda HR-V, com preço inicial de R$ 139.990.
Esse valor coloca o GS3 abaixo das versões de entrada de seus concorrentes diretos e ligeiramente acima de modelos subcompactos. Por exemplo, o Fiat Pulse Impetus Turbo custa R$ 151.490, enquanto o Renault Kardian Iconic, versão topo de linha, é vendido por R$ 149.990.
O GAC GS3 se destaca por seu motor 1.5 turbo, que entrega 170 cv, superando os motores 1.0 turbo de seus principais concorrentes. O modelo também apresenta um design esportivo e um acabamento interno de qualidade, com uma central multimídia de 14,5 polegadas.
O visual do GS3 é chamativo, com linhas predominantemente retas e detalhes esportivos, como difusores de ar no para-choque traseiro. No entanto, o porta-malas é considerado pequeno, com apenas 341 litros de capacidade, o que é inferior ao de muitos concorrentes.
Internamente, o GS3 apresenta um bom acabamento, com materiais de qualidade e uma ergonomia bem pensada. Os controles do ar-condicionado estão ao alcance dos dedos e a central multimídia é inclinada para o motorista, facilitando a visualização.
Apesar do motor potente, o desempenho do GS3 nas retomadas é menos empolgante, com um atraso de quase dois segundos na resposta ao acelerar. O diretor de engenharia da GAC, Leonardo Lukacs, explicou que essa característica foi adotada para atender às normas de emissão de gases no Brasil.
O GS3 não possui trocas manuais no câmbio de dupla embreagem e as saídas de escapamento são direcionadas para baixo, em conformidade com regulamentações. Embora o GS3 seja mais ágil que o Volkswagen Nivus GTS, ele ainda apresenta desvantagens, como o porta-malas pequeno e a leveza do volante, que pode causar insegurança em algumas situações.
O preço competitivo do GAC GS3, aliado a um bom desempenho e um pacote tecnológico robusto, faz dele uma opção atraente no mercado. No entanto, famílias que necessitam de mais espaço podem considerar essa característica um ponto negativo.

