O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) formou uma força-tarefa com o objetivo de proteger eleitores de pressões do crime organizado nas próximas eleições. Uma das ações programadas é a identificação, análise e substituição de locais de votação em áreas consideradas de elevado risco devido à presença de facções.
Esse trabalho teve início em 2024 pela Coordenadoria de Inteligência e Segurança Institucional do TRE. Outro eixo de atuação será o compartilhamento de dados de inteligência entre as diferentes forças de segurança sobre candidatos com possíveis vínculos com o crime organizado.
As informações coletadas embasarão relatórios destinados à Procuradoria Regional Eleitoral. Durante a análise dos pedidos de registro, esses dados poderão ser utilizados para solicitar o indeferimento das candidaturas. Essa ação busca combater a infiltração do crime na política, um tema que deve ser amplamente debatido na campanha deste ano.
As medidas fazem parte do plano do Grupo de Trabalho Unificado de Defesa da Integridade Eleitoral, criado pelo desembargador Claudio de Mello Tavares, presidente da Justiça Eleitoral do Rio. O comitê integrará ações dos órgãos especializados para impedir que o domínio territorial por traficantes e milicianos, bem como os recursos de atividades ilícitas, resultem em coação do eleitorado, financiamento ilegal de campanhas ou registro de candidaturas ligadas ao crime.
““É um cenário muito específico e diferente da média enfrentada em todo o Brasil. Por isso, foi necessário montar uma coalizão reunindo o melhor das nossas forças de inteligência, para impedir a infiltração do crime organizado nas estruturas do Executivo e do Legislativo. Com esse acesso, a situação poderia se agravar ainda mais”, afirmou o desembargador.”
Tavares acrescentou que as eleições não podem ser usadas para que essas organizações se estabeleçam dentro do estado com poderes para formular e implementar políticas públicas.

