Exportadores de carne solicitam apoio do governo devido à guerra no Oriente Médio

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) solicitou ao governo federal apoio para enfrentar as perdas financeiras decorrentes da escalada da guerra no Oriente Médio. A entidade, que representa os setores de carne de frango, carne suína, ovos e material genético avícola do Brasil, enviou um pedido ao Ministério da Fazenda.

No documento, a ABPA destaca a necessidade de mecanismos de apoio ao capital de giro das empresas exportadoras. ‘Entendemos ser oportuno avaliar a adoção de instrumentos extraordinários de apoio financeiro às exportações, voltados especificamente à mitigação de impactos logísticos temporários decorrentes de eventos geopolíticos excepcionais’, afirma a entidade.

Entre as propostas apresentadas, estão a criação ou ampliação de linhas de crédito emergenciais para capital de giro, alongamento de prazos e flexibilização de condições em operações de financiamento vinculadas ao comércio exterior, e a disponibilização de linhas de pré-embarque e pós-embarque com condições diferenciadas.

A ABPA também sugere eventuais mecanismos de mitigação de risco logístico ou financeiro, visando preservar a competitividade das exportações brasileiras. O objetivo é assegurar liquidez temporária às empresas exportadoras, permitindo a manutenção do fluxo regular de embarques enquanto as rotas logísticas internacionais são reorganizadas.

- Publicidade -

“Ressaltamos que não se trata de um problema estrutural do setor produtivo, mas sim de um efeito conjuntural decorrente de fatores geopolíticos externos, que impactam o funcionamento das cadeias logísticas globais”, conclui a ABPA.

O Oriente Médio é uma região estratégica para o comércio internacional, respondendo por mais de 25% das exportações brasileiras de carne de frango, carne de pato e ovos. A recente escalada do conflito trouxe incertezas operacionais para as rotas marítimas, especialmente no Estreito de Ormuz e no Canal de Suez.

Armadores internacionais adotaram medidas preventivas de segurança, como reorganização de rotas marítimas e ajustes operacionais, resultando em mudanças logísticas significativas para os exportadores brasileiros. Essas alterações podem aumentar o tempo de viagem entre 10 e 15 dias e elevar os custos operacionais relacionados a frete e seguros.

Compartilhe esta notícia