Lula critica política brasileira e aponta promiscuidade nos partidos

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma crítica contundente à política brasileira e aos partidos na noite de quinta-feira, 19 de março de 2026, afirmando que eles ‘apodreceram’. Durante o evento de lançamento da pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo do estado de São Paulo, realizado no sindicato dos metalúrgicos em São Bernardo do Campo, o presidente destacou a necessidade de mais exemplos positivos para mudar a situação.

“Eu acho que a política apodreceu. Há uma promiscuidade generalizada na política, em todos os partidos. E nós precisamos voltar a fazer a política valer a pena. E a gente volta apenas com exemplos”, declarou Lula.

O presidente também mencionou que seu governo tem buscado dar bons exemplos, citando a descoberta e investigação de escândalos de corrupção. “Quem descobriu toda a roubalheira da previdência foi o nosso governo, foi a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal. Eu era favorável que o PT abrisse uma CPI, mas o pessoal argumentou que o partido que está no governo não pode abrir CPI, e eles [a oposição] abriram”, afirmou.

Lula continuou sua crítica, ressaltando que, ao invés de agir contra a oposição, o governo está sendo atacado. “Quando, na política, a gente vacila, a gente paga o preço depois”, disse o presidente.

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Ele também se referiu ao banco Master, afirmando que tentam atribuir responsabilidades ao PT. “Esse banco Master é obra, é o ovo da serpente, do [ex-presidente Jair] Bolsonaro e do [ex-presidente do Banco Central] Roberto Campos Neto. Nós não deixaremos pedra sobre pedra, vamos apurar tudo”, afirmou Lula, enfatizando que as falcatruas foram realizadas por eles desde 2019.

Apesar do tom eleitoreiro de seu discurso, Lula contrasta com as declarações recentes do presidente do PT, Edinho Silva, que alertou sobre o risco de um “clima antissistema” no país. Silva destacou a desconfiança da população em relação ao Judiciário e ao sistema político, afirmando que “quem perde é o status quo, e a representação máxima do status quo é o presidente”.

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