Escândalo do Banco Master afeta popularidade de Lula, diz diretor do Paraná Pesquisas

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O escândalo do Banco Master já começa a impactar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o diretor do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, crises desse tipo tendem a recair sobre quem está no poder, e isso está se refletindo nas pesquisas recentes.

Durante um evento em São Bernardo do Campo, Lula tentou associar o escândalo à gestão anterior de Jair Bolsonaro, afirmando que o banco seria uma ‘obra’ do governo dele. No entanto, Hidalgo avaliou que essa estratégia tem efeito limitado. ‘Mais um escândalo de corrupção acaba caindo… em quem está na situação’, disse.

Os dados de opinião pública indicam que, neste momento, o presidente Lula é quem mais perde com o caso. Hidalgo afirmou: ‘Por enquanto, quem está perdendo é o presidente Lula’. O escândalo, juntamente com o desgaste institucional envolvendo o STF, impacta mais diretamente o governo atual do que a oposição.

A corrupção voltou a ser um tema central nas preocupações do eleitorado. Hidalgo observou que, embora temas como segurança e saúde continuem relevantes, a corrupção está no topo das preocupações. Isso pode alterar o eixo da campanha eleitoral, deslocando o debate de propostas para o histórico e a reputação dos candidatos.

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Com essa mudança, a tendência é de uma campanha mais negativa e menos propositiva. ‘Em vez de discutir saúde, segurança… vai se discutir o passado dos candidatos’, afirmou Hidalgo. Isso pode aumentar a polarização e dificultar o surgimento de alternativas.

Hidalgo também apontou que denúncias envolvendo candidatos fora do eixo Lula-Bolsonaro tendem a gerar frustração maior no eleitorado, pois esses candidatos costumam se apresentar como alternativas à polarização. ‘Quando vem uma denúncia sobre esses candidatos, a decepção é muito maior’, destacou.

Se o cenário atual se mantiver, a disputa eleitoral poderá ser marcada por um desgaste generalizado. ‘Vai ser muito ruim… Não só para Lula ou Bolsonaro, mas para todos’, concluiu Hidalgo. A combinação de escândalos, desconfiança nas instituições e a falta de debate propositivo pode resultar em uma eleição dominada pela rejeição.

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