Irã dispara mísseis sobre a Cisjordânia e Tel Aviv em nova ofensiva

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Na sexta-feira, 20 de março de 2026, o Irã lançou uma nova onda de mísseis sobre a Cisjordânia e Tel Aviv. Os projéteis foram avistados no céu de Tel Aviv, enquanto sirenes de alerta aéreo soavam pela cidade.

Segundo o serviço de ambulâncias israelense, não houve relatos de vítimas, mas pelo menos três pessoas ficaram levemente feridas e danos foram registrados em vários locais. O ataque forçou milhões de pessoas a buscar abrigo.

Além dos mísseis, o Irã também atacou uma refinaria de petróleo no Kuwait. Em resposta, Israel matou um porta-voz da Guarda Revolucionária Iraniana. O conflito se aproxima de três semanas desde seu início em 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os EUA e Israel resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã.

Desde então, diversas autoridades do regime iraniano foram mortas, e os EUA alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, sistemas de defesa aérea e outros alvos militares. Em retaliação, o Irã atacou países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos EUA e Israel.

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Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, de acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em decorrência dos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Israel, por sua vez, tem realizado ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.

Após a morte de grande parte de sua liderança, o Irã elegeu um novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas afirmam que ele representa continuidade da repressão, e Donald Trump criticou essa escolha, considerando-a um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

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